Os Guardiões do Tatami: uma homenagem aos técnicos que fazem a Namie acontecer
- skyohara5
- há 4 dias
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Há um tipo de dedicação que não aparece no placar. Que não está nas fotos do pódio. Que não recebe medalha — mas que, sem ela, nenhuma medalha existiria. É a dedicação de quem está ali antes do primeiro judoca chegar ao tatami. De quem fica até o último aluno ir embora. De quem torce, orienta, corrige e acredita, dia após dia, treino após treino.
Estamos falando dos técnicos da Associação Namie de Judô.
Mais do que instrutores, eles são formadores de pessoas. Mais do que professores de golpes e quedas, são educadores de caráter. E é chegada a hora de reconhecer cada um deles.
Uma equipe construída com vocação
A Associação Namie de Judô foi fundada em 2015, em Mogi das Cruzes, com uma missão clara: promover o judô como caminho de desenvolvimento físico, mental e ético. Mas missões não se cumprem sozinhas — elas se cumprem com pessoas.
À frente de tudo está o Kodansha Paulino Tohoru Namie, 7º dan, sensei principal e alma da associação. Com uma vida dedicada ao judô, o Sensei Paulino não apenas ensina técnicas — ele transmite uma filosofia. Uma forma de viver. Sua presença no dojo é a âncora que mantém a Namie fiel às suas raízes e ao verdadeiro espírito do judô.
Ao seu lado, uma equipe de senseis que completa esse legado:
Leandro Tomé Correa — 4º dan
Jefferson Takeshi Redondo — 3º dan
Rômulo Tavares Noma — 3º dan
Edson Marques de Souza Filho (Edinho) — 2º dan
Edvaldo Paulo Félix — 2º dan
Fernando Tome de Arruda — 2º dan
Lia Almeida Ito — 2º dan
Carlos Eduardo M. da Silva (Cadu) — Shodan
João Carlos Alves dos Santos — Shodan
Viviane F. da Costa Motta — Shodan
Wellignton Siqueira — Shodan
William Rosa de Lima — Shodan
Cada graduação representa anos de esforço pessoal. Cada faixa, uma história de superação. E cada um desses senseis escolheu, depois de trilhar seu próprio caminho, dedicar seu tempo a ajudar outros a percorrer o deles.
O que acontece nos bastidores de cada medalha
Quando um judoca sobe ao pódio num campeonato, o que o público vê é um momento. O que não se vê são os meses de preparação, as correções repetidas, os dias difíceis em que o aluno quase desistiu — e o técnico estava lá para não deixar.
Os senseis da Namie são aqueles que chegam cedo para organizar o treino. Que estudam a ficha do atleta antes de cada competição. Que ficam na beira do tatami, nos torneios da Federação Paulista de Judô e do Comitê Brasileiro de Clubes, com o coração acelerado, torcendo em silêncio ou gritando de alegria.
Mas sobretudo: são os que estão presentes nas terças-feiras comuns, nas quintas-feiras sem campeonato, nos sábados de tarde quando ninguém está olhando. É nesses momentos invisíveis que a grandeza é construída.
Mais do que técnicos — exemplos de vida
O judô ensina oito valores fundamentais: Cortesia, Coragem, Honestidade, Honra, Modéstia, Respeito, Autocontrole e Amizade. Não é à toa que esses valores estejam vivos dentro da Namie — porque os senseis os encarnam no dia a dia.
A modéstia de quem ensina sem esperar aplausos. A coragem de quem acredita no potencial de cada aluno mesmo quando o aluno ainda não acredita em si mesmo. O respeito com que tratam cada pessoa que entra no tatami — seja uma criança de seis anos no primeiro treino, seja um adulto retomando o judô após anos afastado.
Eles ensinam judô. Mas o que ficará nos alunos para a vida toda é muito mais do que isso.
Obrigado, senseis
À toda a equipe técnica da Associação Namie de Judô: muito obrigado. Por cada tarde sacrificada, por cada orientação dada com paciência, por cada abraço no momento certo e por cada “levanta, vamos de novo” quando era necessário.
Vocês são a razão pela qual a Namie é mais do que uma academia. Vocês são a razão pela qual ela é uma família.
E enquanto existirem pessoas com essa dedicação, o tatami de Mogi das Cruzes continuará sendo um lugar onde vidas se transformam.
Osu! 🥋




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