Pais no dojo: 5 atitudes que atrapalham e 5 que ajudam seu filho no Judô

Quem tem filho no Judô conhece bem a cena: o banco na beira do tatame, a criança de judogi ouvindo o sensei e aquela vontade enorme de ajudar. Um "presta atenção!" aqui, um "pega ele!" ali, tudo com a melhor das intenções.
Só que algumas atitudes que parecem ajudar acabam atrapalhando o aprendizado. Foi sobre isso que o Sensei Geisson (@sensei_geisson) fez uma série muito clara no Instagram, que ele gentilmente nos autorizou a compartilhar aqui no blog.
A seguir estão os seis cards da série, cada um com um comentário nosso sobre como isso aparece no dia a dia do dojo.
1. A correção que vem de fora divide a atenção

Dentro do tatame, a criança está aprendendo a ter um ponto de referência: o professor. Quando chega uma segunda voz vinda do banco, ela precisa escolher para quem olhar. Muitas vezes olha para o pai, e perde justamente a explicação que vinha a seguir.
No Judô, a confiança no sensei faz parte da formação. Deixar o professor conduzir é uma forma de ensinar isso também.
2. No randori, quem decide é a criança

No randori (o treino livre, em que a criança aplica o que aprendeu contra um parceiro), a torcida aperta. Mas um dos maiores aprendizados do Judô é justamente tomar decisões sob pressão: sentir o equilíbrio do parceiro, perceber a oportunidade e agir.
Se a decisão vem de fora, a criança deixa de exercitar essa autonomia. O tropeço, o erro e a nova tentativa também fazem parte do treino.
3. Cada judoca tem o seu tempo

No nosso dojo, crianças que começaram no mesmo mês evoluem em ritmos completamente diferentes. Algumas aprendem rápido a projetar; outras demoram mais, mas desenvolvem uma queda (ukemi) impecável. Uma não é melhor que a outra.
Entre os valores do Judô estão a modéstia e o respeito. Comparar ensina o contrário: que o valor está em ser melhor que o colega, e não em ser melhor que ontem.
4. O tatame precisa continuar sendo um lugar leve

A criança que volta para casa ouvindo só o que deu errado começa a associar o Judô a pressão. E criança que sente o treino como cobrança costuma, com o tempo, querer parar.
A dica do card é simples e funciona: depois da aula, troque o balanço técnico por um "Gostou da aula hoje?". A conversa que vem a partir daí costuma revelar muito mais do que qualquer correção.
5. A dúvida tem hora certa

Uma pergunta "rápida" durante a explicação para a turma inteira, não só o seu filho. Os senseis da Namie estão sempre à disposição para conversar com as famílias, antes ou depois do treino. Anotar a dúvida e trazer no momento certo é também um gesto de cortesia, um dos princípios que ensinamos no tatame.
6. O que os pais podem fazer

Depois de tudo o que não fazer, o card final mostra o caminho: acompanhar, incentivar, demonstrar interesse, comemorar a evolução e confiar no processo.
A presença da família é muito importante, mas ela tem outro papel. O sensei cuida da técnica. O pai e a mãe cuidam de algo que nenhum professor substitui: a segurança de saber que alguém está ali torcendo, independentemente do resultado.
Como resume o próprio Sensei Geisson: seu filho não precisa de outro professor durante a aula. Ele precisa de você como pai ou mãe.
Família e dojo, juntos na formação
Na Associação Namie de Judô, sob a orientação do Kodansha Paulino Tohoru Namie (7º dan), acreditamos que o Judô forma muito mais do que atletas. E essa formação acontece em parceria: o dojo ensina no tatame, a família sustenta fora dele.
Se o seu filho treina com a gente, compartilhe este post com outros pais. E se ainda não treina, venha conhecer o dojo: as aulas são gratuitas, de segunda a sexta, das 18h às 21h30, e aos sábados, das 14h às 17h.
Oss!
PRA CIMA ANJ! 🥋🔵🔴
🥋 Kodansha Paulino Tohoru Namie — 7º dan
📍 Associação Namie de Judô | Av. Pref. Carlos Ferreira Lopes, 540 – Vila Mogilar, Mogi das Cruzes – SP🌐 www.namiejudo.com.br
Conteúdo original de @sensei_geisson, reproduzido no blog da Associação Namie de Judô com autorização. Obrigado, Sensei Geisson, por compartilhar esse material com a nossa comunidade!


Comentários