Klara Fernandes Ribeiro: 13 anos de judô, amizade e coragem dentro e fora do tatami
- skyohara5
- 5 de jun.
- 3 min de leitura

Hoje é dia de celebrar uma atleta que a Associação Namie de Judô tem muito orgulho de ter em seus tatamis. Klara Fernandes Ribeiro completa mais um ano de vida — e a data começa da melhor forma possível: com as palavras de quem mais a conhece.
As palavras da família
Por Karina, mãe da Klara
Parabéns, nossa campeã Klarinha!
Hoje o dia é todo seu, e a gente não podia deixar de celebrar a pessoa incrível que você é. No tatame, você é pura determinação. Cada treino, cada luta, cada medalha mostra sua força, sua disciplina e a coragem de nunca desistir. Você enfrenta os desafios de cabeça erguida e nos ensina que cair faz parte, mas levantar é escolha de campeão.
E fora do tatame, você brilha ainda mais. É exemplo de humildade quando ganha, de respeito quando compete e de carinho com todo mundo ao redor. Sua dedicação nos estudos, o cuidado com a família e amigos, esse sorriso que contagia o ginásio inteiro. Tudo isso mostra que ser campeã vai muito além das medalhas.
A gente morre de orgulho de você. Dentro do tatame, pela atleta fantástica. Fora do tatame, pela pessoa de ouro que você é.
Da ANJ para a Klarinha
A Karina resumiu com perfeição o que a Klara representa — e nós, da Associação Namie de Judô, assinamos embaixo de cada palavra.
Klara construiu sua trajetória título a título, com uma consistência que impressiona. Em 2025, viveu um ano inesquecível: foi Campeã Brasileira Sub-13 e, poucos meses depois, conquistou o bicampeonato Pan-Americano Juvenil Sub-13 em Lima, no Peru. Dois títulos nacionais e dois continentais — e tudo isso dentro de uma mesma temporada.
No Campeonato Brasileiro, as lutas foram eletrizantes. Algumas batalhas foram ao golden score, e houve momentos em que ela esteve atrás no placar. Mas Klara não cedeu. Mostrou controle, inteligência e aquele espírito de guerreira que a define — virou o jogo e garantiu cada vitória quando mais importava.
No Pan-Americano, a decisão veio com uma precisa e definitiva técnica de ne-waza sobre uma forte adversária americana. Reconquistar um título continental é algo que pouquíssimos atletas conseguem. Klara fez com a frieza de quem já conhece o peso do tatami e sabe exatamente o que fazer com ele.
Esses resultados não chegaram por acaso. Klara é uma das atletas que a ANJ reconheceu como destaque pela assiduidade e comprometimento nos treinos — porque no judô, as conquistas de sábado são construídas nos tatamis de segunda a sexta, no suor silencioso de cada sessão.
Mas há uma história que a Karina guarda com carinho especial — e que diz muito sobre quem é a Klara fora do pódio.
Em um Campeonato Paulista, Klara perdeu uma luta. Perdeu do jeito que dói: com esperança, com empenho, com tudo que tinha — e mesmo assim não foi suficiente. As lágrimas vieram, com a intensidade de quem leva o judô a sério.
Foi então que os amigos entraram em cena. Vendo ela tão triste, um por um foram chegando — e fizeram palhaçada. Brincadeiras, caras e bocas, toda sorte de bobagem para arrancar um sorriso. E funcionou. Klara riu. Aquele riso no meio das lágrimas que só quem já viveu sabe o que é. E até hoje, quando o assunto vem à tona, ela ri de novo — porque a memória não guardou apenas a derrota. Guardou o calor daqueles amigos que se recusaram a deixá-la sozinha.
Isso é o judô que a ANJ acredita: onde a vitória é celebrada em conjunto, a derrota é acolhida com afeto, e a amizade é tão real quanto qualquer medalha.
Feliz aniversário, Klarinha! Que você continue crescendo no tatami e na vida — com técnica, com garra, e com aquela turma do lado que sabe transformar lágrimas em risadas.
🎂🥋 Ossu!



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